83º Pão com Manteiga: Registro gráfico – desenhando possibilidades

29/02/2012 by

A primeira edição de 2012 do Pão com Manteiga foi assim:

Ou, se você prefere um texto tradicional, a primeira edição de 2012 do Pão com Manteiga apresentou uma técnica inovadora de registro gráfico de conteúdos que auxilia a comunicação em eventos, palestras, reuniões e também em diversos materiais corporativos.

Renatta Pastorino, facilitadora gráfica da Atrium Consultoria e especialista no assunto, foi a consultora desta edição. Ela apresentou a origem da técnica, trouxe os conceitos de graphic recording e visual thinking e mostrou como se aplica na prática o registro gráfico desenhando o nosso bate-papo, que teve como resultado a imagem que abre essa matéria.

Apesar de existir há 30 anos, o registro gráfico vem tornando-se popular hoje no ambiente corporativo, por atrair a atenção para o conteúdo que se deseja transmitir ao público. Estudos apontam que 75% de nossos neurônios são voltados para processar os estímulos visuais e a absorção de conteúdo por imagens é nove vezes maior que do conteúdo escrito ou falado, dados que justificam a importância do graphic recording.

O graphic recording, denominação da técnica em inglês, foi criado com o objetivo de “eternizar” o conteúdo, evitando com que ele se perca.

Existem três tipos de registros:
• Facilitação gráfica: memória de todo o evento, registro detalhado.
• Knowledge wall: resumo do evento em imagens e textos.
• Drawing wall: resumo do evento em imagens.

Para Renatta o facilitador gráfico deve ouvir sem filtros e registrar os principais insights, além de dominar a metodologia de visual thinking, transformar ideias e conceitos em imagens.

Por fim, falamos sobre os benefícios que esse tipo de trabalho traz para a empresa e para a comunicação. Entre eles estão: retenção e compreensão do conteúdo, carinho e cuidado com as pessoas (sentem-se honrados em ter suas palavras registradas), aumenta o foco, traz o lúdico e o humano, explica mensagens complexas, auxilia no andamento da reunião, facilita para replicar o conteúdo.

Série Pão com Manteiga 2012 vem aí!

03/02/2012 by

A série 2012 do Pão com Manteiga está para começar. Serão 10 encontros, de fevereiro a novembro, abordando os assuntos que estão em alta na comunicação empresarial.

Esperamos continuar contribuindo com o mercado por meio de discussões produtivas, colaborando com a atualização profissional dos comunicadores e estreitando os laços com todos os nossos parceiros, que nos acompanharam durante esses 20 anos de KlaumonForma e 10 de Pão com Manteiga.

Aguardem novidades para esse ano! Em breve você receberá o convite do primeiro encontro de 2012 do ano.

O Pão com Manteiga está ainda mais gostoso. Não percam!

KlaumonForma 20 anos: muito mais

02/02/2012 by

Caramba! Chegamos aos 20 anos. Isso significa muito mais do que 240 meses ou 7300 dias. Durante esse tempo, criamos, desenvolvemos e entregamos novas formas de relacionamento para empresas e suas equipes se comunicarem cada vez melhor. E aprenderem com isso!

Foram planejamentos, estratégias, consultorias, capacitações, treinamentos, campanhas e mais campanhas, além da comunicação, alcançando o engajamento, a sensibilização, a conscientização, a educação, a integração, o orgulho, o pertencimento, a motivação e o comprometimento e muito mais.

Foram jornais, revistas, relatórios, boletins, cartazes, folderes, marcas, sinalizações, banners, e-mails, intranets, sites, newsletters, sinalizações, identidade visuais, manuais, cartilhas, livros, embalagens, anúncios, encartes, brindes, vídeos, animações, convenções, eventos e muito mais.

Foram credibilidade, tranqüilidade, excelência, paixão, sinergia, legitimidade, energia, entusiasmo, pioneirismo, competência, persistência, proximidade, personalização, propriedade, segurança, diferenciação, calor humano, capacitação, inteligência, agilidade, flexibilidade e muito mais.

Foram Accor, Arcor, Alfa Laval, Astra Zeneca, Banco Itaú, BankBoston, Bioservice, DuPont, EDS, Hunter Douglas, IBM, Johnson & Johnson, Kimberly Clark, Carrefour, Supermercados Mambo, HCor, T-Systems, Diageo, Heineken, Hospital Albert Einstein, Empavi,  Fundação Vanzolini, BM&F Bovespa, NET, Hospital Sírio Libanês, Groupe SEB, Oxiteno, Givaudan, Roche, Petrobras, Unibanco, Unimed e muito mais.

São 20 anos. E serão muito mais.

Retrospectiva Pão com Manteiga 2011

16/12/2011 by

“Parabenizo pela iniciativa da KlaumonForma em criar um espaço de “conversação”, em que predomina a verdadeira interação entre os participantes, propiciando a cada um a oportunidade de por meio da troca de experiências e reflexões criar, destruir, rever conceitos que levam ao seu amadurecimento profissional no exercício das atividades de comunicação. Por meio da troca gera-se um novo conhecimento, alcançamos um novo nível e a área evolue suas práticas. Gostei muito de participar do 82º Pão com Manteiga, tenho que confessar que fiquei agradavelmente surpresa. Agradeço imensamente por ter tido esta oportunidade.”

Com esse elogio de Sueli Yngaunis, relações públicas e mestre em comunicação e mercado, encerramos a série 2011 do Pão com Manteiga, após 10 encontros abordando temas que estão em alta na comunicação empresarial para promover o debate entre mais de 80 profissionais da área que contaram com a expertise de nossos renomados consultores convidados.

 

A primeira edição do ano, em fevereiro, contou com a presença de Rodrigo Henriques da Lanakaná para falar a respeito de gestão e de comunicação da sustentabilidade, discutindo sobre como trazer essa prática para o dia a dia das empresas e valorizar a produção de relatórios de sustentabilidade.

 

No mês seguinte o debate foi sobre as mídias digitais, em que Ary Rocco Jr, coordenador dos cursos de comunicação da FECAP, nos apresentou uma visão crítica, dizendo que essa ferramenta isolada não é a solução para a comunicação.

 

Já em abril, Marcelo Douek da Lukso nos deu o passo a passo do StoryTelling, reforçando sua função para a comunicação corporativa, para o engajamento e a geração de orgulho em pertencer .

 

Na sequência, o PCM trouxe Judite Bianchi da Microsoft para conversar sobre sua experiência em fazer comunicação interna baseada no meio eletrônico, considerando a cultura organizacional e o core business da empresa para a qual trabalha.

 

Na quinta edição do ano, Thelma Rocha, organizadora do livro “Gestão de Stakeholders”, falou da importância da comunicação com todos os públicos de interesse na organização.

 

Cezar Taurion da IBM contou, na edição de julho, como se dá a comunicação entre pessoas de diferentes gerações dentro das empresas.

 

Em agosto, Henrique Vedana e Tamara Azevedo da Co-Criar trouxeram para o PCM a inovação organizacional, falando sobre como utilizar a co-criação para construir colaborativamente e otimizar resultados.

 

No mês seguinte, a discussão foi sobre o conteúdo das mídias digitais. Mariela Castro, autora do blog de redes sociais do portal Exame, falou da relação audiência/relevância do conteúdo no ambiente digital.

 

A comunicação interna na construção de um melhor ambiente para trabalhar foi o tema abordado por Tatiane Tiemi do Great Place To Work, na edição de outubro.

 

E por fim, a última edição do ano recebeu Heloiza Matos, Luiz Santiago e Sueli Yngaunis, organizadora e autores do livro Comunicação e Política: capital social, reconhecimento e deliberação pública, para falar sobre a importância no capital social para as organizações nos dias de hoje.

 

A KlaumonForma agradece a todos os participantes dos encontros de 2011, que com sua presença, os tornaram ainda mais apetitosos.

 

Que 2012 seja um ano de conquistas para a comunicação empresarial.

 

Um abraço e boas festas!

Já é Natal na KlaumonForma

06/12/2011 by

Natal é tempo de refletir.
Trabalhamos muito em 2011. Não é só sensação. Foi mesmo. Um ano intenso, cheio de oportunidades para atuarmos em comunicação. As empresas que passaram pela nossa porta, cada vez mais aberta para os entrantes, puderam sentir qual é a pegada da KlaumonForma.
Uma agência focada, próxima do cliente, disposta a fazer crescer ainda mais a comunicação da empresa. Sim, resolvemos que a comunicação é da empresa, seja interna ou externa. Pois já sabemos que não há mais fronteiras, barreiras ou muros para a comunicação, pelo menos nas intenções.
Por isso, gostaria de postar aqui algumas reflexões:
Você viu evolução na comunicação da empresa em 2011? Qual?
Qual a entrega de valor da KlaumonForma?
Quais serão as conversas da empresa em 2012?
Tô esperando ansiosa…
Bjs,
Claudia Cezaro Zanuso

82º Pão com Manteiga: A comunicação e o capital social nas organizações

01/12/2011 by

“Sou acadêmica, esse é meu defeito de fabricação.” Foi com essa frase que Heloiza Matos, organizadora do livro “Comunicação e Política: capital social, reconhecimento e deliberação pública”, iniciou a última edição do ano do Pão com Manteiga sobre o tema.

Ela é doutora em Ciências da Comunicação e mestre pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Realizou estágio pós-doutoral junto ao GRESEC (Groupe de Recherche sur les Enjeux de la Communication), Université Stendhal, Grenoble III, em 1995 e 2007, quando desenvolveu uma pesquisa sobre Capital Social, Comunicação e Tecnologia, que deu origem ao livro “Capital Social e Comunicação: interfaces e articulações”.

Há três tipos de capital:

. físico – estrutura da organização

. humano – foco do trabalho de comunicação, pensar nas pessoas, o quanto é importante a aproximação entre as pessoas.

. social – conjunto de interações comunicativas que demandam a confiança e a reciprocidade.

As agências internacionais tomam o capital social, assim como o IDH de um país, como uma referência para qualificar as organizações. Quanto maior a aproximação, a comunicação, a interação, entre os elementos que fazem parte do ambiente, seja de uma organização, de uma cidade, de um país, maior o nível de capital social.

Assim, capital social não é um bem individual, é um bem coletivo.

Entendemos que pra existir, pressupõe respeito e tolerância pela diferença. Condições existenciais e coletivas, que permitam o reconhecimento da identidade do outro.

“Alguém só cria sua identidade com o reconhecimento do outro. Isso em um ambiente de trabalho, na comunicação interna é muito importante, afirmou Heloiza.

Mas o que completa esse processo é a deliberação. Quando tomamos a decisão. Então a discussão pode ser inócua se não houver deliberação.

Portanto, Heloiza Matos define capital social como sendo as interações comunicativas pautadas na confiança e reciprocidade, mas para que ele sobreviva é necessário o respeito às diferenças e o reconhecimento a identidade do outro, além de competência comunicativa e predisposição ao diálogo, características que devem estar no DNA da organização.

Segundo ela, o capital social é fundamental no ambiente corporativo, pois oferece à empresa a oportunidade de aumentar o grau de colaboração dos funcionários com a empresa e promove o engajamento. “Eles precisam se sentir parte do processo, não só instrumento”, disse a consultora.

Luiz Santiago e Sueli Yngaunis, coautores do livro e também consultores do Pão com Manteiga, trouxeram ricas informações dos estudos que originaram a publicação.

Luiz Santiago alertou que as relações de confiança e reciprocidade podem ser utilizadas de forma negativa. Ele afirma que para o capital social ser utilizado de forma favorável à empresa é preciso constante comunicação a respeito da cultura organizacional, esta feita através da liderança, estabelecendo objetivos comuns, elevando o nível de colaboração. “Dentro do processo da comunicação interna, ultrapassamos a discussão dos meios em si, porque o principal meio é o líder. É prerrogativa dele, transmitir Missão, Visão e Valores aos colaboradores. Essas são as regras do jogo.”

“A comunicação está presente em tudo, porque é estabelecida pelas relações humanas”, diz Luiz. E é com essa crença que nós, comunicadores, tornaremos a comunicação parte de todos os processos de uma empresa, disseminando o seu valor estratégico para o sucesso dos negócios.

Para Sueli Yngaunis, três forças prejudicam a boa comunicação interna: o poder (resistência ao processo), cultura (em permanente desenvolvimento) e a falta de capital social, que pressupõe interação, troca e relacionamento humano.

“Comunicação gera comportamento, mas comunicadores não controlam comportamentos”, diz Sueli. Apesar disso, podemos ser otimistas, porque especialistas da área enxergam mudanças no cenário, vendo a comunicação exercer um papel estratégico nas organizações.

O grupo formado por Cyra Morato da Boxe Propaganda, Elaine Barreto da Sem Parar, Ewerton Mendonça da Sky, Marcelle Bernardo da DuPont, Viviane Mansi da Takeda e Rodrigo Cogo do Mundo RP, levantou o seguinte desafio: como usar o capital social para alcançar melhores resultados em comunicação interna.

As recomendações dos autores convidados foram para que as organizações, tanto públicas como privadas, desenvolvam o capital comunicacional, porque ele é relacional. O capital social só faz sentido, se houver competência comunicativa. Para isso, há a necessidade da organização se abrir ao diálogo.

Artigo Sueli Yngaunis

A KlaumonForma convida você para o último PCM do ano!

23/11/2011 by

Medir o intangível

12/11/2011 by

Esta semana estive na III Jornada Nacional de Comunicação Corporativa da Abracom, evento anual que acontece em todo o Brasil. O tema do encontro em São Paulo foi o desafio da mensuração de resultados na comunicação. Lá, ouvi afirmações inteligentes e provocações positivas para todos nós, profissionais de comunicação. Tanto, que resolvi registrar o que passou pela minha cabeça, após aquele momento de reflexão. Medir o intangível, na minha opinião, passa pela valorização dos sentimentos, do estado de satisfação, insatisfação, alegria, raiva ou angústia que determinada ação de comunicação ou relacionamento de uma marca ou empresa causa nas pessoas.

Seria como passar a valer o que tem verdadeiramente a capacidade de mover as pessoas em direção a novas atitudes, do que quantos eventos, centímetros, clicks, anúncios ou entrevistas foram feitos para passar uma mensagem.

Queremos medir para comprovar que comunicação funciona. E sem querer, quase que naturalmente, presenciamos um momento em que os resultados aparecem independentemente da mensuração exata. Porque quando as pessoas manifestam sua opinião livremente nas redes sociais, virtuais ou presenciais, é sinal que receberam uma mensagem e que a partir dela, pensaram algo, ou mudaram sua opinião, para o bem ou para o mal e passaram a adotar outros comportamentos.

Parece ser um campo de observação sociológica o caminho para aferir resultados de comunicação. Então, será que medir é realmente o grande desafio? Fiquei pensando que talvez não seja. Que registrar o efeito que a comunicação provou nas pessoas seja mais efetivo para avaliar  resultados do processo comunicacional. E sentimento a gente afere com sensibilidade, também de forma humana, percebendo a qualidade das relações que surgiram após a ação de comunicação. No evento, falou-se de clima da comunicação, fazendo uma analogia com o clima atmosférico, que hoje é previsto por meio de técnicas cada vez mais criteriosas, mas que ainda continua nos surpreendendo em termos de assertividade das  previsões. É como estimar, nunca será absolutamente preciso, mas próximo da realidade.

Se isso for verdade, além de uma sensação particular, acho que traz um alento. Uma perspectiva menos racional e mais profunda da  comunicação. Pois o melhor resultado pode estar na soma das expressões, no capital social gerado e que não tem fim, permanece no ar e na cabeça das pessoas. Graças a Deus!

 

Claudia Cezaro Zanuso

Diretora de Planejamento e Atendimento da KlaumonForma Comunicação e

Diretora de Comunicação da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação)

Diferentes formas de se comunicar

09/11/2011 by

Em um mercado cada vez mais competitivo com um público cada vez mais exigente, a criatividade torna-se indispensável para que as empresas ganhem destaque. Ficou para trás o tempo em que a comunicação tradicional era suficiente para vender. As organizações têm inovado para estar presente no cotidiano, criando laços afetivos, trazendo praticidade, defendendo uma causa ou proporcionando experiência com a marca.

Saia do comum e crie ações diferenciadas também para Comunicação Interna. Poupe seus funcionários das manjadas campanhas do tipo “vista nossa camisa”. Com criatividade você retém muito mais a atenção do público e faz com que sua mensagem seja mais bem assimilada. Inspire-se.

A Natura usou a emoção com muita inteligência para divulgar a linha Natura Plant. Quem comprasse dois ou mais ingressos de cinema pela internet era questionado se levaria uma mulher ao passeio, se a resposta fosse sim a pessoa poderia gravar uma homenagem a sua convidada, que a assistiria antes de iniciar o filme. Veja a ação http://www.youtube.com/watch?v=xjICQywTMQ4&feature=player_embedded .

A rede de supermercados Sul-Coreana, TESCO, facilitou a vida de seus clientes ao criar gôndolas virtuais, com fotos dos produtos, no metrô. O consumidor compra e paga via leitura de QR Code por smartphone e recebe suas compras em casa. Assista ao vídeo http://www.youtube.com/watch?v=h7HnR02kJxY&feature=player_embedded .

Com o objetivo de conscientizar a população a respeito do câncer de mama, a maior fabricante de pães na Dinamarca, a Kohberg, desenvolveu uma embalagem especial para o pão de centeio.

A Coca-Cola usou um problema das grandes cidades para fazer uma ação descontraída, provocando experiência com a marca. Durante o trânsito intenso da “hora do rush” em Bogotá, a empresa transmitiu em telão um breve vídeo para distrair as pessoas que enfrentavam o “engarrafamento”. Promotores da marca distribuíram pipocas, cachorros-quentes, salgadinhos e muita Coca-Cola. Confira em http://www.youtube.com/watch?v=0WpaY3Z0lVY&feature=player_embedded .

Aplicar inovação e criatividade à comunicação interna é transmitir aos funcionários o valor da marca, trabalhando igualmente a imagem da organização com os diversos públicos.

81º Pão com Manteiga: Como a comunicação interna auxilia na construção de um melhor ambiente para trabalhar

28/10/2011 by

Oito anos depois da primeira participação do Great Place To Work no Pão com Manteiga, que, na época, recebeu como consultor José Tolovi, atual CEO do Instituto, o evento recebe como consultora Tatiane Tiemi Shirazawa, executiva de relacionamento do GPTW, para falar sobre a importância da comunicação interna na construção de um melhor ambiente de trabalho.

Tatiane afirma que o ambiente de trabalho tem influência direta nos resultados do negócio. Segundo a consultora, pesquisas realizadas sobre o tema apresentam dados surpreendentes: quanto maior a satisfação dos funcionários, maior a satisfação dos clientes; perda, roubo e absenteísmo são menores nas empresas onde os funcionários estão mais comprometidos; empresas com bom ambiente para trabalhar conseguem reter talentos; além disso, estas empresas dão duas a três vezes mais retorno aos acionistas, portanto passa a ser um indicador para balizar investimentos.

Os participantes definiram como um excelente ambiente para trabalhar aquele que possui comunicação clara e transparente, líderes que dão feedbacks, propicia desenvolvimento ao colaborador, oferece segurança e confiança, apresenta desafios e concretiza projetos.

O Great Place to Work considera nove práticas culturais para a Gestão de Pessoas – inspirar seus funcionários; falar a verdade com todos; escutar com sinceridade; agradecer o bom trabalho; desenvolver pessoas e profissionais; cuidar dos indivíduos; contratar com foco na cultura; celebrar as conquistas; e compartilhar os resultados. Embora a comunicação interna seja fundamental em cada uma destas práticas, Tatiane a considera ainda mais importante nos três primeiros quesitos elencados pelo GPTW. “Quando bem estruturada e aplicada nestes três pilares, a comunicação interna tem o poder de transformar uma cultura organizacional transacional (comum) em giftwork (presentear com atitudes), por meio da disseminação da missão e valores corporativos, incentivo a ideias, feedbacks, compartilhamento de informações, clareza e transparência e comunicação via liderança, o que humaniza o processo”, afirma.

Foi abordada também a importância das ações comunicacionais estarem alinhadas à cultura da empresa e ao perfil de seus funcionários. Para tanto, o Google foi citado pelo sucesso de suas práticas. As empresas Du Pont e Caterpillar foram citadas como exemplo pelo excepcional trabalho de comunicação interna que realizam, que evitaram crises nos casos de fechamento de fábrica e downsizing, respectivamente.

Por fim, Tatiane afirmou que “para construir um bom ambiente para trabalhar a comunicação, é preciso que a empresa ofereça integração, variedade, originalidade, abrangência e calor humano”.

Participaram do encontro Debora Scalissi – Baldacci, Beatriz Ferreira – Cesp, Patricia Tucunduva – Clarear, Simone Negrão – DASA, Juliana Noronha – Du Pont, Daiara dos Santos – FastShop, Fabiana Hirota – Honda, Sergio Nagata – MetroSP e Aryelle Bastos – Vale Fertilizantes.

Apresentação GPTW


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